Espanha decreta três dias de luto após colisão de trens deixar ao menos 68 mortos
Equipes seguem nas buscas por vítimas em Toledo; autoridades investigam falha e autorização para retomada da circulação
A Espanha iniciou nesta quinta-feira (29) três dias de luto oficial após a colisão ferroviária que deixou pelo menos 68 mortos na quarta-feira (28), nas proximidades de Urda, na província de Toledo, cerca de 150 quilômetros ao sul de Madri. As buscas prosseguem entre os vagões destruídos, e o número de vítimas ainda pode mudar.
O acidente envolveu um trem de alta velocidade da estatal Renfe, que seguia de Madri para Sevilha, e uma composição da Iryo que estava parada na linha. Equipes de emergência utilizam guindastes para alcançar áreas atingidas e localizar possíveis vítimas. A Casa Real informou que o rei Felipe VI e a rainha Letizia visitariam nesta quinta-feira feridos internados em Toledo.
Familiares recebem apoio psicológico e atendimento da Cruz Vermelha em uma escola de Urda. A Guarda Civil disponibilizou pontos de coleta de DNA em Madri, Toledo, Córdoba e Sevilha para auxiliar na identificação das vítimas. A tragédia ocorre meses depois de outro acidente ferroviário grave na Espanha: em janeiro, uma colisão em Adamuz, na Andaluzia, deixou 46 mortos.
As circunstâncias do choque estão sob investigação. Segundo o ministro dos Transportes, Óscar Puente, uma falha informática teria interrompido a circulação de seis trens antes do acidente. Uma das composições retomou o deslocamento e percorreu quase 25 quilômetros antes de atingir a traseira do outro trem. O ministro questionou a autorização para a retomada da viagem, enquanto o primeiro-ministro Pedro Sánchez prometeu apurar eventuais negligências.
