MPRS denuncia dez pessoas por tentativas de homicídio e tortura contra crianças no RS
Investigação aponta agressões contra três bebês, uma criança de dois anos e um menino de 10 anos; dois cães também teriam sido vítimas de maus-tratos
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou dez pessoas por crimes de tentativas de homicídio qualificado, tortura majorada, corrupção de menores e maus-tratos a animais em Bagé. Os fatos teriam ocorrido entre 2025 e 2026 e envolvem três bebês, uma criança de dois anos e um menino de 10 anos.
Segundo a denúncia apresentada pelos promotores de Justiça Diogo Gomes Taborda e Pedro dos Santos Fernandes, o principal acusado teria se aproveitado de relações de parentesco, de funções de liderança religiosa e da confiança de mães que deixavam os filhos sob seus cuidados para cometer as agressões. Entre as vítimas está uma recém-nascida de apenas seis dias de vida.
O MPRS afirma que o investigado também teria aliciado jovens e outras pessoas de seu convívio, mediante oferta ou promessa de dinheiro, para participar das agressões e de atos de asfixia. Conforme a acusação, cada um dos dez denunciados teve participação individualizada nos episódios investigados.
Laudos periciais elaborados pelo Instituto Nacional de Criminalística apontaram que atos de asfixia mecânica e compressão no pescoço provocaram risco concreto à integridade e à vida das vítimas. Um dos bebês teria sofrido episódios repetidos de violência entre os dois e cinco meses de idade, enquanto o menino de 10 anos teria sido coagido e aliciado a participar de atos de asfixia contra o próprio irmão bebê.
O caso veio à tona após a apreensão de celulares pela Polícia Federal durante uma investigação sobre fraudes no comércio de combustíveis. Na análise dos aparelhos, os policiais localizaram dezenas de vídeos que, segundo o MPRS, registravam agressões físicas, estrangulamento, esganadura e asfixia contra as crianças e também contra animais.
Além das violências contra as crianças, a denúncia relata agressões e sufocamento contra dois cães. As acusações variam de acordo com a participação atribuída a cada denunciado, sendo que o principal investigado responde pelo maior número de crimes.
Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul
