A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (25) estabeleceu um marco inédito na história das eleições presidenciais brasileiras. Pela primeira vez desde a adoção do sistema de dois turnos, um candidato que terminou a primeira votação em segundo lugar conseguiu reverter o resultado e conquistar a Presidência da República. Lula superou Flávio Bolsonaro (PL) e garantiu seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto.

A vitória matemática foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h10min, quando Lula registrava 51,75% dos votos válidos, contra 48,25% de Flávio Bolsonaro. O resultado inverteu o cenário do primeiro turno, quando o candidato do PL havia conquistado 47,03% dos votos, enquanto o presidente terminou com 45,16%. A recuperação do petista na etapa decisiva representa um acontecimento sem precedentes nas disputas presidenciais brasileiras realizadas sob o atual sistema eleitoral.

Desde 1989, quando o modelo de votação em dois turnos passou a ser utilizado nas eleições presidenciais, todos os candidatos que venceram a primeira etapa também conquistaram a vitória na segunda. Foi assim com Fernando Collor, em 1989; Lula, em 2002, 2006 e 2022; Dilma Rousseff, em 2010 e 2014; e Jair Bolsonaro, em 2018. Nas eleições de 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso venceu diretamente no primeiro turno. O resultado de 2026 rompe, portanto, uma sequência histórica de eleições presidenciais.

Com a confirmação da vitória, Lula também se torna o primeiro presidente brasileiro eleito quatro vezes pelo voto popular. O petista governou o país entre 2003 e 2010, retornou ao cargo em 2023 e agora assegura a continuidade de seu governo entre 2027 e 2030. A posse para o novo mandato está prevista para 5 de janeiro de 2027, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, consolidando mais um capítulo de sua trajetória política.