O Rio Grande do Sul chegou à marca de 63 feminicídios em 2026, conforme balanço divulgado neste domingo, 18 de outubro. O caso mais recente ocorreu em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde Kimberli Neves Gomes, de 32 anos, foi morta após ser atingida por mais de 20 tiros. O ataque aconteceu por volta das 3h, no bairro Duque de Caxias. A mulher chegou a ser encaminhada ao Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos. Ela deixa quatro filhos.

O principal suspeito do assassinato é o ex-companheiro da vítima, Adrian Rian Dornelles Farias, que estava foragido conforme as informações divulgadas neste domingo. Apenas três dias antes de ser morta, na quinta-feira (15), Kimberli havia procurado a Polícia Civil para registrar uma ocorrência por ameaças atribuídas ao homem e solicitar uma medida protetiva de urgência. Entretanto, não havia confirmação de que a proteção tivesse sido concedida pela Justiça ou de que o suspeito tivesse recebido uma eventual notificação judicial.

A ocorrência está sendo investigada pela 2ª Delegacia de Polícia de Sapucaia do Sul como feminicídio. Os investigadores trabalham para esclarecer as circunstâncias do ataque e a responsabilidade pelo crime. A morte ocorre em um cenário preocupante de violência contra mulheres no Estado. Um levantamento divulgado anteriormente apontava 61 vítimas até 7 de outubro, em 42 municípios gaúchos, sendo 20 casos registrados na Região Metropolitana. Com a atualização para 63 mortes, a média em 2026 chega a aproximadamente um feminicídio a cada 4,6 dias.

Diante dos números, os órgãos de segurança reforçam a importância de denunciar ameaças e situações de violência doméstica. Em casos de emergência, a população pode acionar a Brigada Militar pelo telefone 190. A Central de Atendimento à Mulher, pelo 180, funciona gratuitamente durante 24 horas, oferecendo orientações e encaminhamentos. No Rio Grande do Sul, também estão disponíveis o Disque-Denúncia 181 e o serviço Escuta Lilás, pelo 0800 541 0803. Mulheres em situação de risco ainda podem procurar uma delegacia ou utilizar a Delegacia Online da Mulher para registrar ocorrências e solicitar medidas protetivas.