O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro e líder da oposição no Senado, afirmou nesta quarta-feira, 28 de outubro, que não há provas para sustentar uma acusação de fraude eleitoral. A declaração ocorreu em entrevista a jornalistas no Senado, após a divulgação de uma carta de Flávio questionando o resultado da eleição presidencial.

“O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido”, disse Marinho, segundo a Agência Brasil. O senador interpretou a manifestação de Flávio como um desabafo relacionado à decisão de deixar o país.

A primeira versão da carta publicada no X apresentava Flávio como o verdadeiro presidente eleito. Cerca de meia hora depois, o documento foi apagado e substituído por outro, no qual ele passou a se definir como líder do Brasil. Marinho atribuiu a alteração a um possível problema na elaboração do texto e defendeu a importância política do aliado para a direita.

Na carta, Flávio anunciou que pretende liderar a oposição a partir dos Estados Unidos. Marinho o descreveu como exilado, embora, conforme a Agência Brasil, a saída tenha sido voluntária e não houvesse ordem de prisão contra ele. A reportagem informa que havia uma determinação judicial para a entrega de seus passaportes à Polícia Federal e que a viagem aos EUA ocorreu em avião fretado a partir da Argentina.

A Agência Brasil também registra que Flávio é investigado por suspeitas envolvendo lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Entre os procedimentos citados estão uma apuração sobre plataformas de apostas, que também envolve o advogado Willer Tomaz, e outra sobre o financiamento do filme Dark Horse. As suspeitas permanecem sob investigação.

Ao comentar a posição do presidente norte-americano Donald Trump de não se envolver no episódio, Marinho rejeitou uma intervenção externa e afirmou que cabe ao Brasil resolver suas questões internas.

As alegações de Flávio incluem críticas à extensão da votação até as 19h, autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, a pedido das campanhas do PL e do PT. Segundo a Agência Brasil, Lula obteve cerca de 64 milhões de votos, contra pouco mais de 59 milhões de Flávio, enquanto o período adicional de votação registrou 34.393 votos.

A reportagem informa ainda que o resultado foi reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral, pela Organização dos Estados Americanos e por líderes de diversos países. O próprio PL também reconheceu a vitória de Lula.

Fonte: Agência Brasil.