A participação de Tifanny Abreu na Superliga Feminina de Vôlei 2026/2027 voltou a ser impedida após decisões judiciais anunciadas nesta sexta-feira, 23 de outubro. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) rejeitou, por unanimidade, a contestação apresentada pela atleta do Osasco contra os novos critérios de elegibilidade da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

O julgamento reconheceu a autonomia da CBV para definir regras de participação em suas competições. Em agosto, a entidade passou a restringir a categoria feminina a atletas do sexo biológico feminino. Para a Justiça Desportiva, o contrato de Tifanny com o clube, sua participação em edições anteriores e as normas internacionais não impedem a confederação de atualizar a regulamentação.

A jogadora de 41 anos havia conseguido, em 16 de outubro, uma liminar da Justiça do Rio de Janeiro para voltar às quadras, após o indeferimento de sua inscrição. A decisão provisória permitiu que ela defendesse o Osasco contra o Praia Clube, na Supercopa, e diante do Brasília, na abertura da Superliga. Entretanto, a autorização foi suspensa pelo Tribunal de Justiça fluminense após o novo desdobramento.

Primeira mulher trans a disputar a elite do vôlei feminino no Brasil, Tifanny atua no Osasco desde 2021 e acumula conquistas como a Superliga e quatro títulos paulistas. Autorizada a jogar na categoria feminina pela Federação Internacional de Vôlei em 2017, ela permanece, neste momento, sem condições de atuar nas competições da CBV. A defesa da atleta pretende recorrer, e a discussão judicial ainda poderá ter novos desdobramentos.