Uma projeção do Climate Impact Lab, ligado à Universidade de Chicago, estima 26,7 mil mortes adicionais associadas ao calor no Brasil entre junho de 2026 e março de 2027. O cálculo integra um levantamento mundial que aponta 857,4 mil mortes adicionais no mesmo intervalo, durante o episódio de El Niño.

Os resultados são estimativas estatísticas, e não um balanço de mortes confirmadas. O modelo compara a mortalidade esperada sob as condições de calor com uma referência histórica e não permite atribuir individualmente cada óbito ao fenômeno. Para o Brasil, o levantamento prevê 19,5 mil mortes adicionais nos seis meses seguintes considerados pela análise.

As previsões citadas no material apontam maior intensidade do aquecimento do Pacífico entre novembro e dezembro, com pico em dezembro e influência nos primeiros meses de 2027. A possibilidade de um episódio excepcional ainda depende das medições. A expressão “Super El Niño” não é uma categoria meteorológica oficial.

No Sul do Brasil, as tendências incluem chuva acima da média e maior possibilidade de temporais e elevação de rios. Parte do Norte e do Nordeste pode enfrentar condições mais secas, enquanto outras regiões poderão registrar temperaturas elevadas e alterações nas chuvas. Os efeitos variam conforme os sistemas locais e também precisam ser analisados em conjunto com o aquecimento global.