O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu nesta terça-feira, 3 de novembro, a manutenção da proibição das empresas de apostas online durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, os efeitos das bets sobre a saúde e a demanda por atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) justificam a continuidade da medida.

Padilha apresentou números que apontam crescimento de 200% na procura de atendimento no SUS relacionado aos danos das apostas. Conforme os dados expostos pelo ministro, 28 milhões de pessoas apostaram nos 12 meses anteriores à proibição, e cerca de 11 milhões apresentaram padrões de risco ou comportamento problemático.

O ministro também informou que o governo registrou 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão de CPFs, mecanismo utilizado para bloquear a participação nos jogos. Desse total, segundo Padilha, 40% relataram não suportar mais a perda de controle. Ele associou as apostas ao endividamento, à dependência em jogos e à violência familiar, além de manifestar preocupação com o risco de suicídio.

Na avaliação de Padilha, os países que legalizaram as bets tiveram piora nos indicadores de saúde relacionados aos jogos online. O ministro sustentou que manter a proibição é a melhor alternativa para reduzir esses danos.

A audiência foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator dos recursos da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). As entidades contestam a medida provisória editada em setembro que proibiu a exploração e a publicidade dos jogos online.

Fonte: Agência Brasil.