Nesta segunda-feira (08), o Guia de Turismo, Toni Formaiari, participou de um bate-papo na Studio, para falar sobre a situação do setor turístico, em Veranópolis.

Na oportunidade, Toni relembrou como o setor turístico foi bastante afetado, principalmente por ser uma cadeia bastante grande de pessoas envolvidas no trabalho – hotéis, guias, etc. Diante disso, as perdas são medidas na mesma dimensão, ou seja, muito expressivas.

O Toni Formaiari

Toni está no ramo desde 1993. De lá para cá continuou trabalhando, primeiro fora da cidade e depois trazendo as pessoas para Veranópolis. Ele, além de guia de roteiros criados por si próprio, já trabalhou na Secretaria de Turismo, como Chefe da Pasta, por duas oportunidades.

Papel do Poder Público Municipal

O papel da Secretaria de Turismo e Cultura, neste momento, é imprescindível, afirmou.

Muitos cursos e capacitações estão sendo ofertados para melhorar a adaptação dos profissionais a este novo cenário. O Conselho Municipal de Turismo, o qual Toni também faz parte, está se reunindo constantemente para encontrar estratégias e pensar em conjunto saídas e soluções.

Segundo ele, o principal trabalho do Poder Público agora é não deixar o setor sumir, ou seja, auxiliar para que simplesmente não seja deixado de lado e apagado. Além disso, garantir a segurança dos profissionais e dos próprio turistas é uma das principais preocupações.

A Reinvenção do profissional

Momentos atípicos exigem mudanças de comportamento. Toni falou sobre a necessidade de reinvenção dos profissionais deste setor. Sobre isso relembrou que é necessário migrar para a internet, para divulgar seu trabalho. Além disso, a adaptação é forte na maneira de fazer os passeios, para ofertar segurança ao mesmo tempo que uma boa experiência.

“Se o turismo vai mudar, nós temos que mudar”, completou. Entretanto, admitiu que não é um exercício fácil, mesmo que seja extremamente necessário.

A Reinvenção do turista

Este momento vai mudar muito o perfil do turista, atestou Formaiari. Uma crescente de turismo familiar poderá ser percebido nos próximos meses, ou seja, núcleos familiares irão visitar cidades vizinhas, em seus carros particulares e junto a seus parentes.

A grande tendência vai ser a procura por lugares abertos que, teoricamente, oferecem menos riscos. Sobre este último acesso, a segurança será um dos principais legados e quesitos importantes para o setor: o turista apenas irá aos locais que se sentir confortável e fora de risco.

Confira a entrevista completa