Segundo o Portal Tecnoblog, o Twitter e o Facebook suspenderam contas de 17 investigados do chamado inquérito das fake news por ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes. A decisão de remover as contas foi cumprida pelas plataformas nesta sexta-feira (24), mas, já havia sido apresentada em maio, segundo a Folha de S.Paulo.

Entre os que tiveram seus perfis suspensos no Twitter, estão o presidente do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), Roberto Jefferson, os empresários Luciano Hang (Havan), Edgard Corona (SmartFit) e Otávio Fakhoury, a ativista Sara Giromini (conhecida como Sara Winter), e os blogueiros Bernardo Küster e Allan dos Santos.

A decisão também envolve as contas de Edson Salomão e Rodrigo Barbosa Ribeiro, chefe de gabinete e assessor do deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP), respectivamente; dos ativistas Eduardo Fabris Portella, Marcos Belizia, Marcelo Stachin e Rafael Moreno; dos youtubers Enzo Momenti e Winston Rodrigues de Lima; do humorista Reynaldo Bianchi; e do empresário Paulo Gonçalves Bezerra.

O Twitter informa quem tenta acessar qualquer um dos perfis de que se trata de uma “conta retida” por determinação legal. A retirada de contas no Facebook envolveu parte dos investigados no inquérito. A página de Roberto Jefferson, por exemplo, continua no ar. Não é o caso da página de Luciano Hang, onde a plataforma indica que o “conteúdo não está disponível no momento”.

Procurado pelo Tecnoblog, o Twitter afirmou que “agiu estritamente em cumprimento a uma ordem legal proveniente de inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF)”. O Facebook, por sua vez, afirmou que “respeita o Judiciário e cumpre ordens legais válidas”.

Em maio, o STF liberou mandados de busca e apreensão contra alguns dos que tiveram as suas contas suspensas nesta sexta-feira. A Polícia Federal cumpriu a determinação, que envolvia endereços de Roberto Jefferson, Luciano Hang, Allan dos Santos, Sara Winter. O deputado estadual Douglas Garcia também foi um dos alvos da operação, que acontecem no Distrito Federal, no Rio de Janeiro, em São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.