A Policia Civil concluiu no fim da semana passada (11/12), a quarta fase da investigação referente à Operação Impostore. A investigação ocorreu durante os anos de 2019 e 2020, com objetivo de reprimir o crime de lavagem de dinheiro.

Nesta fase da operação foram identificado seis coautores integrantes da quadrilha, dentre eles, funcionários de depósitos vinculados ao Detran/RS e tabelionato que passavam informações e selos notariais para o restante dos criminosos. Além de indiciamentos por crimes de falsidade ideológica, violação de sigilo funcional, corrupção ativa e passiva e associação criminosa.

Nas três fases anteriores, que ocorreram em abril de 2019 a fevereiro deste ano, cinco integrantes já haviam sido presos temporariamente.

A investigação cumpriu até o momento cerca de 24 quebras de sigilo bancário, fiscal e financeiro, 11 quebras telemáticas, 30 mandados de busca, cinco bloqueios de contas bancárias, um sequestro de bem imóvel, apreensão de dois veículos e quatro prisões temporárias. Totalizando 77 ordens judiciais cumpridas até o dia de hoje, abrangendo as diligências os estados do Rio grande do sul e Paraná.No decorrer das quatro fases da operação, valores, documentos falsos e armas foram apreendidos e 11 pessoas identificadas.

A quadrilha era especializada em falsificações, estelionatos, falsidade ideológica e receptação, tendo como ação principal a retirada fraudulenta de veículos sequestrados judicialmente em operações diversas da Polícia Civil. A quadrilha agia na falsificação de documentos de restituição veiculares, bem como assinaturas de delegados da Polícia Civil, além de usarem de procurações com dados falsos, uso de laranjas, compra de informações sigilosas e selos notariais, venda para terceiros, entre outras condutas ilícitas. 

Entre os indiciados estão um homem de 55 anos, um dos mentores intelectuais e executores materiais, com antecedentes criminais por diversos crimes. Outros quatro dos indiciados já possuem antecedentes criminais, como estelionatos, associação criminosa, tráfico de entorpecentes, crimes patrimoniais, dentre outros.

A investigação  foi realizada pela Delegacia de Repressão a Lavagem de Dinheiro do Denarc.