Anvisa recebe pedido de autorização para uso emergencial da CoronaVac
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu na manhã desta sexta-feira, 08 de janeiro, o pedido de autorização temporária para uso emergencial da CoronaVac, vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan, de São Paulo, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. O prazo para análise é de até 10 dias — ou seja, até 18 de janeiro. Trata-se da primeira solicitação do tipo feita no Brasil desde o início da pandemia de coronavírus.
Uma Medida Provisória (MP) emitida pelo governo federal nesta semana, porém, permite a compra de vacinas antes da autorização da Anvisa, fato que autoriza que imunizantes sejam adquiridos antes do registro.
O que já está confirmado e em projeção para o Brasil e o RS
A vacina é muito aguardada pelos brasileiros, que assistem hoje cerca de 50 países do mundo já aplicarem seus imunizantes. Os trâmites para sua compra e autorização permeiam meses, mas a tensão para que ela fosse efetivamente implantada fortaleceu-se nos últimos dias.
O Ministério da Saúde, órgão responsável pela distribuição em âmbito federal das doses, no dia de ontem, 07, afirmou que comprará 100 milhões de doses da vacina Coronavac. Esse movimento foi realizado após o imunizante ser o mais promissor para aprovação. Anteriormente, o governo havia fechado parceria com a Astrazeneca, vacina de Oxford, que ainda não solicitou o registro à Anvisa. Em relação àquela, que é produzida pela Sinovac e que pediu aprovação para aplicação, apresentou-se 78% de eficácia em casos leves e 100% em casos graves (clique aqui e entenda o que esses percentuais significam).
Assim, o governo federal garantirá a distribuição igualitária, com base na população, para cada estado do Brasil. Após a aprovação esse movimento começará a ser realizado. Insumos como seringas e agulhas estão também sendo adquiridas, como afirmou o Ministro da Saúde Eduardo Pazuello em pronunciamento.
O governo do RS não se pronunciou de forma oficial sobre planos de vacinação. A principal posição até então é que a preparação começou já em setembro do ano passado e toda a logística está sendo planejada. Entretanto, em entrevista à Rádio Gaúcha, a secretária de Saúde Arita Bergmann afirmou que está sendo projetado que no primeiro momento 972 mil gaúchos deverão ser vacinados.
Os grupos prioritários serão aqueles que estão na linha de frente (profissionais da saúde, que contabilizam 361 mil no estado) e pessoas institucionalizadas (que moram em asilos, por exemplo, e que contabilizam 10 mil no estado). Idosos também entram como grupos emergenciais.
Em relação a insumos 4,2 milhões de seringas já foram compradas, 10 milhões ainda devem ser adquiridas e o estado conta com o apoio do governo federal.
Outras vacinas que estão em estudo no Brasil
O Brasil possui quatro estudos clínicos de vacinas contra o coronavírus sendo desenvolvidos. São elas: Vacina de Oxford, produzida pelo laboratório AstraZeneca, junto a Fiocruz; Vacina Coronavac, desenvolvida pela empresa Sinovac, da China (única a pedir registro até o momento); BioNTech; Wyeth/Pfizer e Vacina Jansen-Cilag produzida pela divisão farmacêutica da Johnson-Johnson.
