A volta às aulas presenciais se tornou uma prioridade do Poder Público de Veranópolis, diante das dificuldades de aprendizado e ensino vivenciados pela comunidade escolar no último ano de pandemia. Essa convicção é reforçada na fala do prefeito da cidade, Waldemar de Carli, que frisa, sob sua perspectiva, a importância de manter a escola de portas abertas.

– Antes das escolas vai fechar muita outra coisa, se houver a necessidade. A escola vai ficar como a última opção de fechamento. A escola é importante, os casos que estão acontecendo, segundo a nossa verificação, a maioria vieram do domicílio – aponta Waldemar.

Levantamentos que estão sendo realizados pelo Poder Público demonstram o prejuízo do aprendizado dos jovens por conta do ensino remoto. O fato é o principal causador da preocupação, por parte da Secretaria de Educação, que organiza mecanismos de reforço escolar para mitigar os danos.

– A escola neste momento é importante que permaneça aberta, sob pena da gente causar um prejuízo enorme na educação dessas pessoas – finaliza o prefeito.

A mesma postura de afirmação da essencialidade do funcionamento das escolas, é reforçada pela secretária de Educação da cidade, Izabel Cristina Durli Menin.

– A presencialidade de uma criança dentro da escola engloba muita coisa no desenvolvimento, desde o cognitivo ao social, então nós estamos retornando para que essa criança consiga se apropriar, novamente, do que é o ambiente da escola – pontua a secretária.

Casos foram registrados na última semana nas escolas da rede municipal, estadual e privada de ensino. Segundo informações da Secretaria Municipal de Educação, seis escolas registraram casos da doença, ao total. Na rede municipal, foram quatro. Dois educandários de ensino fundamental, em que em cada um deles houve o registro de uma criança confirmada, e dois de educação infantil. Neste último tipo de instituição, foram cinco turmas fechadas em uma creche (sendo que houve um caso positivado em cada série suspensa) e em outra, uma turma (também por conta de um caso). Na rede estadual, um caso foi confirmado e na rede particular, mais um. Esses foram os dados registrados pela Secretaria da Educação, oficialmente, até o dia 24 de maio.

A conduta das escolas, em cada uma das situações, segue o que delimita o COE local. No contexto das escolas de educação infantil, com um caso positivado, as turmas precisam fechar. Estas permanecerão 14 dias sem atividades, as salas de aula serão higienizadas e o estado de saúde dos envolvidos seguirão sendo acompanhados. Já no ensino fundamental, apenas o aluno positivado é afastado. Nenhuma das escolas precisará ser fechada pelo o que indicam os regramentos.

As aulas retornaram no último dia 03 de maio, na rede municipal de ensino. Na maioria do Rio Grande do Sul, essa foi a data de retorno às atividades. No Estado, porém, cerca de 24 cidades já suspenderam as aulas por conta de contaminação.