As dez cidades mais violentas do Brasil estão na região Nordeste, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O relatório, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, reúne dados de 2025 sobre ocorrências criminais no país. A lista considera as maiores taxas de Mortes Violentas Intencionais (MVI) por 100 mil habitantes.

Entre as cidades, a Bahia aparece com cinco entradas no ranking, o Ceará com três, e Pernambuco e Paraíba com uma cada. A categoria MVI inclui homicídio doloso, feminicídio, latrocínio (roubo seguido de morte), lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais, entre outras situações.

Maranguape (CE) lidera o ranking com 100,3 mortes por 100 mil habitantes, seguida por Eunápolis (BA) com 85,1, Maracanaú (CE) com 80,7, Porto Seguro (BA) com 71,2 e Simões Filho (BA) com 58,1. Completam a lista Jequié (BA) 57,4, Caucaia (CE) 56,6, Cabo de Santo Agostinho (PE) 55,1, Santa Rita (PB) 50,9 e Juazeiro (BA) 55,8.

Segundo o estudo, o principal fator para o alto índice de violência nessas cidades é a disputa entre grupos criminosos pelo controle do tráfico de drogas. Maranguape lidera o ranking nacional e tem taxa cinco vezes superior à média do país, devido a localização estratégica próxima a eixos rodoviários como a BR-22 e a CE-065. Maracanaú, vizinha, fica mais próxima do Aeroporto Internacional de Fortaleza.

A segunda colocada, Eunápolis, no extremo sul da Bahia, apresenta 85,1 casos por 100 mil habitantes. A cidade enfrenta disputas entre facções distintas e representa um ponto estratégico para o transporte de drogas, cruzando duas rodovias nacionais. No anuário de 2024, Eunápolis não entrava entre as 20 cidades com maiores índices de morte violenta.

Na visão nacional, o anuário indica queda de 8,2% no Brasil: de 20,6 para 19,1 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes entre 2024 e 2025. Em números absolutos, houve 40.775 mortes em 2025, ante 44.127 em 2024, o menor patamar desde 2012.

Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Júnior

Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública — Fórum Brasileiro de Segurança Pública