Um homem suspeito de matar a ex-companheira em Xaxim, no Oeste de Santa Catarina, procurou a Polícia Civil para registrar o desaparecimento dela um dia após o crime. Segundo a investigação, ele tentou sustentar a hipótese de que a jovem havia sofrido um acidente de trânsito.

O suspeito e o pai dele foram presos na sexta-feira, 31 de julho. Conforme a Polícia Civil, ambos confessaram participação no assassinato e na tentativa de encobrir o caso por meio da simulação de um acidente.

A apuração aponta que o crime ocorreu na segunda-feira, 20 de julho, na residência onde a vítima morava. No dia seguinte, antes de o corpo ser localizado, o ex-companheiro comunicou o desaparecimento em uma delegacia.

No registro policial, o homem afirmou que a jovem estaria abalada com o fim do relacionamento e levantou a possibilidade de ela ter se envolvido em um acidente. A versão passou a ser questionada durante o avanço das investigações.

O carro utilizado pela vítima foi encontrado submerso no Rio Barra Grande, em São Carlos, também no Oeste catarinense. O corpo estava nas proximidades do veículo. Inicialmente, o caso foi tratado como uma possível saída de pista, mas laudos periciais indicaram que as circunstâncias não eram compatíveis com um acidente de trânsito.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito teria contado com a ajuda do pai para transportar o veículo e criar uma cena que aparentasse um acidente. A possível motivação estaria relacionada à não aceitação do fim do relacionamento e do novo relacionamento da vítima.

Os dois filhos do casal, de 8 e 2 anos, estavam na residência no momento do crime, conforme relatado pela polícia.

A investigação também identificou que mensagens teriam sido enviadas pelo celular da jovem após a morte. Segundo os investigadores, o suspeito teria se passado pela vítima em conversas com o novo companheiro dela.

O caso segue sob investigação, com análise de materiais apreendidos e dados telefônicos. As responsabilidades individuais serão avaliadas no inquérito policial e, posteriormente, pelo Ministério Público e pela Justiça.

Fonte: Visor Notícias, com informações do G1 e da Polícia Civil de Santa Catarina