Condenado a mais de 30 anos de prisão e ligado a crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa, o detento permanece foragido após deixar uma penitenciária da Região Carbonífera com um alvará de soltura falso. Imagens de segurança indicam que ele foi retirado da cela em um momento de intensa movimentação, passou por uma área administrativa e saiu pela porta principal como se tivesse recebido autorização judicial legítima.

A Polícia Civil indiciou três policiais penais pelo episódio. Um deles, preso desde o fim de junho, é suspeito de produzir a documentação fraudulenta e registrar informações irregulares nos sistemas da unidade para viabilizar a libertação. Ele responde por crimes como facilitação de fuga, falsificação de documento, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema público. O servidor nega participação, e a defesa atribui o caso a falhas em diferentes setores do presídio.

Outros dois agentes foram indiciados por suspeita de prevaricação, pois teriam percebido inconsistências nos registros sem comunicar os superiores. A apuração também identificou possíveis tentativas de eliminar vestígios por meio de alterações em controles internos após a fuga. Um novo inquérito busca esclarecer a motivação do esquema, localizar outros envolvidos e verificar se o foragido possui relação com homicídios ocorridos posteriormente na Região Metropolitana de Porto Alegre.