O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu um prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o recurso de Jair Bolsonaro. A defesa do ex-presidente contesta a decisão que o proibiu de receber visitas na prisão domiciliar por 30 dias. A restrição foi aplicada após a divulgação nas redes sociais de uma carta escrita por Bolsonaro, descumprindo a ordem que o impede de usar a internet, inclusive por meio de terceiros.

A determinação de Moraes também vetou visitas com finalidade político-eleitoral até o fim do pleito de outubro, além de impedir a divulgação de manifestos políticos por qualquer meio. No recurso impetrado no STF, advogados argumentam que o ex-presidente não pode ter suas liberdades de pensamento e manifestação restringidas. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar para recuperação de uma pneumonia bacteriana, após ser condenado no ano passado a 27 anos e três meses de prisão.