Com o aumento do sedentarismo, neste momento em que a pandemia chega em sua reta final, o papel do educador físico coloca-se como essencial. Apesar do isolamento social ser a melhor opção e recomendação para interromper as infecções de disseminação rápida do novo coronavírus, as mudanças na rotina levaram a efeitos colaterais em outras dimensões da saúde. O início da quarentena implicou em uma mudança radical no estilo de vida da população, incluindo a redução do nível de atividade física (AF) e exercícios para manter um estado de saúde adequado.

Assim, se instalou um cenário de sedentarismo maior que promove alterações expressivas na saúde em geral, aumentando o risco de desenvolvimento ou agravo de doenças crônicas. E tal fator é mais delicado quando falamos da população idosa, que é a de maior risco para consequências da Covid-19 e tiveram que se isolar de uma forma mais intensa.

Com isso, muitas pessoas adotaram os exercícios em casa na quarentena, normalmente guiadas por vídeos prontos na internet ou por aulas ao vivo de academias. Contudo, essa prática sem um apoio presencial de um educador físico poderia trazer, ao invés de benefícios, malefícios relacionados a possíveis lesões e comprometimento osteoarticular pela não orientação correta dos exercícios.

Não existem dúvidas que o exercício é essencial para modular a saúde, inclusive melhorar a imunidade. Cada sessão de exercício, por exemplo, é capaz de mobilizar células imunes, promover uma recirculação de células e estimular a produção citocinas pró-inflamatórias, tornando o organismo mais resistente a infecções.

A atividade física ao ar livre, atualmente, é a mais recomendada por melhorar a respiração e circulação do ar, em locais mais arejados que permite a prevenção ou redução do risco de infecção do coronavírus.

Texto: Roberta Lara, nutricionista e colaboradora TV TEM