Ministério Público pretende divulgar nesta sexta-feira quais estabelecimentos compravam e comercializavam carne de cavalo
O coordenador da operação Hipo, promotor Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, disse em entrevista à Rádio Caxias que pretende divulgar nesta sexta-feira (17) a lista com “dezenas” de estabelecimentos cujos proprietários compravam e comercializavam carne de cavalos abatidos irregularmente. Bastos é o responsável pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco – Segurança Alimentar) do Ministério Público do Estado (MP-RS), as informações são da Rádio Caxias.
A operação Hipo foi deflagrada na madrugada do dia 18 de novembro em Caxias do Sul, quando seis pessoas foram presas durante o cumprimento de mandados, acusadas de abater cavalos de forma clandestina e comercializar a carne para hamburguerias e mercados. Conversas gravadas com autorização da Justiça comprovam que o grupo fornecia cerca de 180kg de carne de equinos por dia, em forma de hambúrgueres e bifes.
Parte dos presos estava numa propriedade no interior de Forqueta. O local era totalmente clandestino e sem condições de higiene. O promotor conta que o processo segue tramitando na Justiça, com a notificação para que os acusados apresentem a defesa. Bastos informa que cinco acusados continuam detidos em regime fechado e uma mulher está em prisão domiciliar.
O MP-RS terá o expediente suspenso entre os dias 20 de dezembro e 6 de janeiro de 2022. A operação Hipo apreendeu 1,5 tonelada de carne imprópria para o consumo humano, sendo 500kg de hambúrgueres, 930kg de carne de cavalos desossados e 115kg de carne suína. No local onde era triturada a carne foi encontrada uma lista com duas dezenas de estabelecimentos que tinham feito encomendas com a organização criminosa, informações que foram apuradas e devem ser divulgadas nesta sexta-feira, conforme disse o promotor.
