Dólar mantém trajetória de alta e petróleo registra expressiva queda; Ibovespa sobe com bancos e mineradoras
Mercado brasileiro soma ganhos na Bolsa enquanto o dólar atinge maior nível em duas semanas, impulsionado pela queda do petróleo e pela espera pela decisão do Fed
O mercado financeiro brasileiro encerrou a segunda-feira com direções opostas: o dólar chegou a subir, atingindo o maior nível em duas semanas, enquanto a bolsa brasileira (Ibovespa) subiu, sustentada por bancos e mineradoras.
O dólar à vista encerrou o pregão em R$ 5,113, com alta de 0,62%, no maior nível desde o dia 13. Apesar da valorização diária, a moeda acumula queda de 0,98% em julho e de 6,86% em 2026, em meio à queda recente do petróleo e a incertezas sobre a política monetária global.
O preço do petróleo recuou mais de 6% após sinais de trégua entre Estados Unidos e Irã. O Brent caiu 6,33% para US$ 85,87 por barril, e o WTI recuou 7,50% para US$ 82,61. A queda amenizou o prêmio de risco embutido nas cotações, embora as incertezas sobre segurança das rotas no Oriente Médio permaneçam.
No cenário doméstico, o Ibovespa fechou em alta de 0,74%, aos 175.334 pontos, com volume financeiro de R$ 19,2 bilhões. A valorização foi liderada por ações de bancos e mineradoras, que compensaram a queda de papéis ligados ao petróleo.
A agenda externa trouxe alívio com a possibilidade de retomada de negociações diplomáticas entre EUA e Irã, elevando o humor de investidores. O mercado também acompanha a expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), marcada para ocorrer nesta semana, além de monitorar tarifas impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros.
Petróleo em queda preocupa menos que a volatilidade no Oriente Médio, mantendo certo otimismo entre agentes com relação a cenários de política monetária nos EUA e fluxos globais de capital. O dólar, por sua vez, participa de movimentos de consolidação diante desse ambiente.
Com informações da Reuters
Fontes: Reuters, Agência Brasil
