Após 17 meses do linchamento que matou Arlindo Elias Pagnoncelli, o Zinho, 39 anos, em Nova Prata, o processo teve a sua sexta audiência na Justiça.

Na última terça-feira (19), foi ouvido um policial militar que atendeu o chamado do 190. Outras três testemunhas de acusação não foram localizadas e seus depoimentos seguem pendentes. Só depois será a vez de ouvir as testemunhas arroladas pela defesa. A explicação para morosidade do processo seria justamente a quantidade de pessoas envolvidas: são 73 testemunhas e nove réus. A próxima audiência ainda não tem data para ocorrer, as informações são do Jornal O Pioneiro.

Pagnoncelli foi espancado em praça pública no dia 8 de novembro de 2020. Ele foi internado em um hospital, mas morreu 10 dias depois. Além da gravidade, o caso ganhou repercussão pelos vídeos que circularam nas redes sociais. As imagens mostravam diversas pessoas agredindo a vítima, enquanto diversas outras assistiam. Mesmo caído e desacordado, Pagnoncelli continuou a ser agredido com chutes na cabeça.

A denúncia pelo Ministério Público (MP) foi feita no dia 9 de dezembro de 2020 por crimes de homicídio, lesão corporal seguida de morte, omissão durante linchamento, corrupção de menores e falso testemunho. Ou seja, em menos de um mês, a identificação dos envolvidos e acusação dos suspeitos estava pronta. Após, os trâmites travaram.

Neste momento, não é possível prever quando o processo poderá ir a júri, conforme a denúncia representada pelo MP. Mesmo as perspectivas otimistas não acreditam que o plenário possa ocorrer ainda no ano que vem.

Na época, a Justiça decretou a prisão preventiva de seis suspeitos – cinco homens e uma mulher. Dois deles foram beneficiados com a liberdade provisória após recursos durante estes 17 meses. Quatro réus permanecem recolhidos preventivamente.