O mês de dezembro representa para muitos um período de festas, confraternizações em família, no trabalho, com amigos e férias. Desde a chegada da covid-19, medidas de precaução são essenciaisna hora dos tradicionais encontros de fim de ano. A atenção é para a proteção pessoal e o cuidado com o outro. Novas variantes e subvariantes circulam pelo país e o número de casos positivos para covid-19 voltou a subir neste mês de dezembro.

Na 4ª maior rede do varejo farmacêutico do Brasil e maior da região Sul (RS, SC e PR), neste último mês de 2022, o percentual de casos positivos nos testes de covid-19 realizados nos clientes aumentou 459% no Rio Grande do Sul, 320% em Santa Catarina e 353% no Paraná, se comparados com a primeira semana de outubro.

“Os números dos testes nas mais de 970 lojas da São João mostram que este é um momento de atenção e de não esquecermos a alta de casos que tivemos em outros anos após as confraternizações e viagens de fim de ano”, avalia Roberto Canquerini, gerente de Serviços de Saúde da Rede de Farmácias São João.

Durante a pandemia, o Brasil registrou em 2020, no período de 25/12 a 25/02, o número de 2,9 milhões de casos positivos de covid-19 e em 2021, no mesmo período, 6,4 milhões de casos positivos, ou seja, um aumento de 3,4 milhões de casos. Os dados são da Rede Analise (@redeanalise), formada por um grupo de 40 profissionais de diversas áreas que trabalha para disseminar informações científicas de enfrentamento à covid-19 em linguagem acessível e que virou referência para busca de informações sobre o assunto.

Conforme a pesquisadora que idealizou a Rede Analise, Dra. Mellanie Fontes Dutra – graduada em Biomedicina pela UFRGS, mestre e doutora em neurociência e pós-doutorado em bioquímica, nos últimos meses, tivemos registros da variante Ômicron como dominante no país. Agora temos as sublinhagens BA.1/BA.2, BA.4/BA.5 e o crescimento da BQ.1 e BQ.1.1.

“A recomendação é a testagem no menor sinal de sintomas gripais e estar com as doses das vacinas contra a covid-19 em dia, já que todas as vacinas atuais seguem protegendo contra a doença provocada pelas variantes em circulação. Para as confraternizações de fim de ano, a indicação é sempre pelos locais abertos”, alerta a pesquisadora.