O presidente Luiz Inácio Lula da Silva completou nesta segunda-feira (10) seus primeiros 100 dias de governo, em uma cerimônia no Palácio do Planalto. Na ocasião, ele destacou o compromisso de seu governo em superar as dificuldades e fazer a diferença no país, mesmo em meio a uma crise política e econômica.

Segundo Lula, nos primeiros três meses de seu mandato, o governo federal empenhou R$ 3,3 bilhões em políticas públicas e investimentos, um aumento significativo em relação aos R$ 892 milhões empenhados pelo governo anterior no mesmo período.

Entre os investimentos mencionados por Lula estão a destinação de recursos para áreas como recursos hídricos, ciência e tecnologia, saúde, infraestrutura de transportes e habitação, além de programas sociais como o Bolsa Família, o Mais Médicos e o Minha Casa, Minha Vida.

O governo também relançou o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), com um orçamento de R$ 700 milhões para investimentos na prevenção e repressão à criminalidade. A proteção à Floresta Amazônica e aos demais biomas brasileiros também foi destacada como uma das prioridades do governo.

Além disso, Lula editou um decreto criando o Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento à Desassistência Sanitária dos povos indígenas, em meio à crise humanitária do povo yanomami. Também foi aprovada a Lei nº 14.532/2023, que equipara a injúria racial ao crime de racismo, e foi emitido um decreto que determina a reserva de 30% de cargos de confiança para pessoas negras em cargos em comissão e funções de confiança da administração federal.

Em relação à política externa, Lula visitou a Argentina e o Uruguai para discutir parcerias comerciais e questões ambientais, além de se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Embora não tenha conseguido visitar a China em razão de um problema de saúde, o governo brasileiro vem mantendo relações diplomáticas com o país asiático.

Ao final de sua fala, Lula pediu para que as pessoas que criticam o governo sejam agradecidas, pois estão apontando os erros que não devem ser repetidos. Ele concluiu dizendo que o Brasil está cuidando do que é urgente e inadiável, que é cuidar de seu povo.