Após um período de chuvas intensas no Rio Grande do Sul, devido ao El Niño, a previsão indica uma normalização das condições climáticas a partir de junho. A chegada do inverno trará consigo chuvas regulares e temperaturas dentro ou ligeiramente abaixo da média, até o mês de setembro.

Com o enfraquecimento do El Niño, o estado entra em um período de neutralidade climática, o que significa que não há influência significativa nem do El Niño, nem do La Niña. Segundo a Climatempo, a primeira quinzena de junho ainda pode apresentar instabilidade, com chances de chuva, mas a tendência é de diminuição gradual das precipitações entre julho e agosto.

O inverno no Rio Grande do Sul começa oficialmente no dia 21 de junho, às 17h51 (horário de Brasília), e se estende até o final de setembro. Apesar da previsão de chuvas regulares, não são esperados extremos de frio ou calor. A meteorologista Andrea Ramos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) explica que a entrada de frentes frias manterá as temperaturas amenas, com a possibilidade de alguns dias com temperaturas mais elevadas.

As chuvas no Rio Grande do Sul devem ficar acima da média para a época do ano, devido à influência das frentes frias. Já nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a previsão é de chuvas abaixo da média.

La Niña é o fenômeno climático oposto ao El Niño e pode trazer consigo frentes frias mais intensas e prolongadas, impactando o clima em todo o planeta. Apesar de ser um alívio para o calor excessivo, La Niña, assim como o El Niño, é uma anomalia climática que pode ocasionar secas e chuvas torrenciais.

Ainda é cedo para prever a intensidade da próxima La Niña

Cientistas afirmam que ainda é incerto determinar a intensidade da próxima La Niña, que pode se manifestar em intervalos de 2 a 7 anos. O episódio mais recente ocorreu entre julho de 2020 e fevereiro de 2023, e historicamente, La Niña costuma ter durações mais longas do que El Niño.