Acordo histórico entre Mercosul e União Europeia é firmado após 25 anos de negociações
Blocos econômicos unem forças para livre comércio, impactando 750 milhões de pessoas e prometendo novas oportunidades econômicas
Montevidéu, 06 de dezembro de 2024 – Em um anúncio aguardado há décadas, os chefes de Estado do Mercosul e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, oficializaram o fim das negociações para um acordo de livre comércio entre os dois blocos econômicos. O anúncio foi feito durante a 65ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, realizada em Montevidéu, Uruguai.
O acordo, que visa à redução de tarifas de exportação e ao fomento do comércio entre os blocos, abrange países que, juntos, somam uma população de mais de 750 milhões de pessoas. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve presente ao lado de outros líderes do Mercosul: Javier Milei (Argentina), Luis Alberto Lacalle Pou (Uruguai) e Santiago Peña (Paraguai).
Declarações e impactos econômicos
Segundo Ursula von der Leyen, o acordo representa um marco nas relações entre os dois blocos. “Este é o início de uma nova história. Estamos ansiosos para levar esta discussão aos países da União Europeia. Este acordo funcionará para pessoas e empresas: mais empregos, mais escolhas e prosperidade compartilhada”, destacou a presidente da Comissão Europeia.
Além disso, o acordo promete beneficiar cerca de 60 mil empresas europeias que exportam para os países do Mercosul, resultando em uma economia de 4 bilhões de euros graças a tarifas reduzidas, processos aduaneiros mais simples e acesso preferencial a matérias-primas.
Próximos passos e desafios
Embora as negociações tenham sido concluídas, o acordo ainda precisa passar por etapas importantes: revisão jurídica, tradução para os idiomas oficiais e aprovação pelos parlamentos dos países envolvidos. No Brasil, o processo inclui avaliação pelo Poder Legislativo.
O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, ressaltou a importância de encarar o acordo como uma oportunidade, destacando que “não há soluções mágicas, mas passos pequenos e seguros”.
Questões ambientais e resistência
Von der Leyen também abordou preocupações ambientais, afirmando que o acordo respeita os compromissos do Acordo de Paris e promove práticas sustentáveis. Ela elogiou os esforços do presidente Lula para proteger a Amazônia, destacando que a preservação da floresta é uma responsabilidade compartilhada.
No entanto, ela reconheceu a oposição de agricultores europeus, especialmente os franceses, preocupados com o impacto do acordo. “Incluímos salvaguardas robustas para proteger os agricultores locais”, garantiu a líder europeia.

Que dia triste para os que torcem contra o país.
Só comunistas. Querem dominar o mundo
A velha Europa ficou pra trás viu a china evoluir, Europa não tem nada pra oferecer Mercosul tem comida a china cnip
Ivanio Bertoldo a Europa é o principal mercado p exportação,não seja gado secador ,são 8 países porém ias mundiais …a tendência é exportar mais do que importar ,em um mercado qualificado .