Nova diretriz antecipa mamografia no SUS e amplia arsenal contra o câncer de mama
Governo flexibiliza acesso a exames a partir dos 40 anos e investe em diagnóstico precoce, atendimento móvel e medicamentos de ponta
O Ministério da Saúde atualizou as recomendações sobre mamografia, permitindo que mulheres entre 40 e 49 anos tenham acesso ao exame pelo SUS mediante indicação médica. Antes, o rastreamento era recomendado apenas para a faixa de 50 a 69 anos. Agora, além da inclusão desse novo grupo, a faixa com rastreamento obrigatório a cada dois anos foi estendida até os 74 anos. A mudança responde ao crescimento de casos entre mulheres mais jovens e busca facilitar o diagnóstico precoce, fundamental para ampliar as chances de cura.
A nova estratégia também inclui a incorporação de medicamentos inovadores no tratamento do câncer de mama pelo SUS. Entre os destaques estão os inibidores de CDK 4/6, a terapia-alvo trastuzumab entansina, além de hormonioterapia e quimioterapia com suporte medicamentoso mais seguro. O protocolo passa a permitir ainda o uso da neoadjuvância em fases iniciais da doença, antecipando o tratamento para aumentar a chance de preservar a mama. Essa modernização terapêutica será acompanhada de um manual clínico para apoiar o diagnóstico precoce na rede básica de saúde.
Outra frente de ação é o reforço da estrutura de atendimento, com carretas da saúde circulando em 22 estados a partir de outubro, oferecendo consultas, mamografias e biópsias. O governo também vai investir R$ 100 milhões em pesquisas sobre câncer de mama, colo do útero e colorretal. Com essas medidas, o Ministério da Saúde pretende reduzir a alta taxa de diagnósticos em estágios avançados — hoje em torno de 37% — e tornar o acesso ao tratamento mais rápido e eficaz, fortalecendo a política nacional de prevenção oncológica.
