Assaltante de bancos foragido de Caxias do Sul é preso no interior do Paraná
Após mais uma fuga da Justiça, um assaltante de bancos de alta periculosidade voltou a ser capturado. Conhecido pelos apelidos “Véio” e “Jorge”, o criminoso foi localizado em Corbélia (PR), na tarde de terça-feira (7), graças a uma operação conjunta entre as forças de segurança do Rio Grande do Sul e do Paraná. Ele estava foragido desde julho, quando rompeu a tornozeleira eletrônica, e era alvo de um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara de Execução Criminal de Caxias do Sul. A abordagem ocorreu após um trabalho de inteligência da Brigada Militar, e o fugitivo ainda tentou escapar, mas foi detido em flagrante. Na revista, apresentou documentos falsos, o que resultou em mais uma acusação por falsidade ideológica.
A ficha criminal do detido é extensa e chocante: mais de 60 anos em condenações por crimes como assaltos violentos a bancos, sequestros, cárcere privado, falsificação e invasões residenciais armadas. Ele é apontado como um dos principais líderes do estilo de ação conhecido como “Novo Cangaço”, no qual grupos fortemente armados cercam cidades inteiras, isolam a população, fazem reféns e atacam agências bancárias. Um dos episódios mais marcantes foi o assalto ao Banco do Brasil de Campestre da Serra, em 2015, quando foi preso com outros seis integrantes da quadrilha. Sua trajetória criminosa começou em 2007 e, ao longo dos anos, acumulou fugas, prisões e novas sentenças, além de beneficiar-se reiteradamente de prisões domiciliares por motivo de saúde, que sempre acabava desrespeitando.
Mesmo diagnosticado com câncer, o criminoso nunca deixou de reincidir. Entre os crimes mais graves está o roubo a uma casa em Palmeira das Missões, em 2010, que terminou com a morte de uma das vítimas por infarto, após ser agredida. Ao longo dos anos, foram várias as ocasiões em que foi capturado, sempre em circunstâncias que envolviam falsidade documental, armamento ilegal ou envolvimento em novos crimes. Em sua última prisão antes da atual, havia sido beneficiado com prisão domiciliar e, poucos dias depois, já participava de assaltos em agências bancárias no interior do RS. Agora, após ser entregue à Polícia Penal, a expectativa é de que retorne ao regime fechado no sistema prisional gaúcho, com vigilância reforçada.
