Moraes aponta acessos ilegais à Receita e autoriza operação contra servidores

Supremo identifica vazamento de dados fiscais de ministros e familiares

O ministro Alexandre de Moraes autorizou uma operação da Polícia Federal após a identificação de acessos considerados ilícitos ao sistema da Receita Federal, que teriam resultado no vazamento de informações fiscais sigilosas de ministros do Supremo Tribunal Federal, integrantes da Procuradoria-Geral da República e familiares. Segundo comunicado oficial do STF, relatórios iniciais indicaram um conjunto de consultas sem justificativa funcional, levantando suspeitas de violação de sigilo.

A pedido da PGR, foram cumpridos mandados contra quatro servidores da Receita Federal: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. As medidas incluem buscas e apreensões, quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático, uso de tornozeleira eletrônica, afastamento das funções públicas, proibição de deixar as cidades onde residem e cancelamento de passaportes. A Polícia Federal deve ouvir os investigados nos próximos dias. De acordo com a Procuradoria, a divulgação fragmentada de dados sigilosos poderia ter sido usada para gerar suspeitas artificiais contra autoridades.

A reação da categoria foi imediata. A Unafisco, entidade que representa os auditores fiscais, criticou a divulgação dos nomes e classificou a operação como precipitada, embora tenha defendido a apuração dos fatos. Os servidores também recordaram episódio de 2019, quando auditores foram afastados sob suspeita de envolvimento no vazamento de dados ligados ao senador Flávio Bolsonaro e posteriormente reconduzidos aos cargos. O caso atual segue sob investigação no Supremo.

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