Terminou por volta das 21 horas de quarta-feira, 1º de abril, o julgamento de três homens acusados pela morte de mãe e filha no município de Casca, crime ocorrido em 2020. Após dois dias de júri, os réus foram condenados a penas de 49 anos, 40 anos e 10 meses e 28 anos de reclusão, todas em regime fechado.

A sessão foi presidida pelo juiz de Direito Alexandre Passos Vieira, que proferiu a sentença após a decisão dos jurados. Conforme determinado, os condenados não poderão recorrer em liberdade, embora ainda caiba recurso da decisão.

Os três homens foram condenados na condição de executores do crime, com base nas qualificadoras de promessa de recompensa e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Outros dois réus, apontados pelo Ministério Público como mandantes dos homicídios, serão julgados na terça-feira, 20 de maio. O julgamento deles foi adiado devido a problemas de saúde do advogado de defesa.

Segundo a denúncia, mãe e filha foram mortas a tiros enquanto retornavam para casa, no interior de Casca, no dia 14 de junho de 2020. Para o Ministério Público, o crime foi premeditado e motivado por conflitos familiares, envolvendo disputas patrimoniais e divergências relacionadas à guarda de uma criança da família.

Na sentença, o magistrado destacou a gravidade do caso e o impacto causado na comunidade local, ressaltando que a forma como o crime foi cometido demonstrou audácia e desprezo pela vida humana, além de provocar um abalo permanente na família das vítimas.

Ainda conforme a acusação, os mandantes teriam contratado os executores mediante pagamento de, ao menos, R$ 20 mil, além de fornecer apoio logístico, como transporte, hospedagem e armamento.

Durante o julgamento, seis testemunhas foram ouvidas, além dos interrogatórios dos réus. A acusação foi conduzida por promotores de Justiça e assistentes de acusação, enquanto a defesa foi representada por advogados constituídos.