O Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (8) e sinalizou que pode abandonar o acordo de cessar-fogo firmado recentemente com Estados Unidos e Israel. A decisão ocorreu poucas horas depois de o tráfego de navios petroleiros ter sido retomado na região, considerada vital para o comércio global de petróleo. Segundo autoridades iranianas, a medida foi uma resposta direta à intensificação das operações militares israelenses no Líbano, que, na visão de Teerã, violariam os termos da trégua estabelecida.

A nova crise ganhou força após uma série de bombardeios realizados por Israel contra a capital libanesa, Beirute, que teriam ocorrido em rápida sucessão — cerca de 100 ataques em apenas dez minutos. O governo israelense afirmou que os alvos eram estruturas ligadas ao Hezbollah, grupo aliado do Irã. Já autoridades libanesas contestaram essa versão e acusaram Israel de atingir áreas densamente habitadas, provocando vítimas civis e classificando a ação como uma possível violação do Direito Humanitário Internacional.

O compromisso de interromper ofensivas contra aliados regionais do Irã, incluindo o Hezbollah, fazia parte das condições apresentadas por Teerã em um plano com dez pontos para sustentar o cessar-fogo. O acordo havia sido mediado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que agora alertou que qualquer descumprimento da trégua ameaça o processo de paz e pediu moderação imediata de todos os envolvidos para evitar uma escalada ainda maior do conflito.