Monique Medeiros da Costa e Silva apresentou-se às autoridades nesta segunda-feira, 20 de abril, após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), restabelecer sua prisão preventiva. A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), revogando a liberdade concedida em março. Monique passou por exame de corpo de delito e audiência de custódia antes de ser reconduzida à Penitenciária Talavera Bruce, onde permanecerá detida até o julgamento.

O caso investiga a morte de Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021. Embora a versão inicial sugerisse um acidente doméstico, perícias identificaram 23 lesões decorrentes de agressões físicas. O ex-vereador Jairinho, padrasto da criança, responde por homicídio qualificado, enquanto Monique é acusada de homicídio e omissão de socorro por ter conhecimento das agressões e não intervir.

A retomada da custódia ocorre às vésperas do júri popular, marcado para o dia 25 de maio. A defesa de Monique havia obtido a liberdade anteriormente alegando o adiamento do julgamento, mas o STF entendeu necessária a manutenção da prisão para garantir a ordem pública e a instrução criminal. Monique segue agora o rito processual detida, aguardando a definição final do tribunal sobre sua participação no crime que chocou o país.