O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou os pastores Éder Carlos Furlan e Cícero Aparecido Fernandes, de Maringá (PR), a 14 anos de prisão por envolvimento no financiamento dos atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão, publicada neste sábado, 25 de abril, já transitou em julgado, o que significa que não há mais possibilidade de recursos para a defesa. Além da pena de reclusão, cada um deverá pagar uma multa de R$ 30 milhões.

Segundo as investigações da Polícia Federal, os líderes da igreja Centro Internacional de Avivamento organizaram o transporte de 84 pessoas para Brasília, utilizando ônibus alugados. A acusação aponta que os réus utilizaram nomes de terceiros e empresas para mascarar os custos e dificultar o rastreamento financeiro. Entre os crimes listados na condenação estão:

  • Golpe de Estado;
  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Associação criminosa armada;
  • Dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Embora a sentença seja definitiva, os pastores ainda não foram detidos. A defesa e aliados políticos observam a tramitação do PL da Dosimetria no Congresso Nacional, que poderá, futuramente, permitir uma revisão das penas aplicadas. O ministro Alexandre de Moraes manteve a condenação após rejeitar os últimos embargos apresentados, reforçando o rigor do Judiciário contra os financiadores das manifestações na capital federal.