A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Canoas, deflagrou, nesta quarta-feira, 29 de abril, a Operação Notre Dame, voltada ao combate de uma organização criminosa interestadual especializada em roubos a residências com restrição da liberdade das vítimas.

A ofensiva contou com o apoio da Inteligência do CPM da Brigada Militar e com a colaboração das Polícias Civis de São Paulo e do Ceará. Ao todo, foram cumpridas quatro ordens de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Ceará.

As ações ocorreram nos municípios de Lajeado, Gravataí, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Taboão da Serra e Embu das Artes.

Ao todo, quatro suspeitos foram presos: um em Gravataí, um em Lajeado e outros dois em Embu das Artes, em São Paulo. Durante o cumprimento dos mandados de busca, foram coletadas provas que deverão auxiliar no andamento da investigação.

O inquérito policial teve origem após um roubo violento ocorrido na Região Metropolitana de Porto Alegre, em fevereiro deste ano. Na ocasião, criminosos invadiram um imóvel e mantiveram funcionários amarrados enquanto subtraíam bens de alto valor, como joias, relógios e acessórios de luxo.

Conforme a investigação, o grupo mantinha um sofisticado esquema logístico. Os executores, oriundos de São Paulo, contavam com o apoio de comparsas gaúchos para a execução dos crimes, configurando uma rede criminosa estruturada entre diferentes estados.

O delegado Marco Guns destacou que a rapidez nas diligências preliminares foi fundamental para o esclarecimento do caso. “O monitoramento técnico e o uso de inteligência nos permitiram mapear cada passo da associação criminosa”, afirmou.

O diretor regional, delegado Cristiano Reschke, reforçou a gravidade desse tipo de crime e o impacto causado às vítimas. “A repressão ao roubo a residência deve ser enérgica e exemplar. Este crime viola o asilo inviolável do cidadão: seu lar. Quando vítimas são rendidas em seu momento de repouso e proteção, o dano psíquico é imensurável. Nossa resposta hoje reafirma que a integração entre as instituições de segurança é a barreira intransponível contra o crime organizado”, ratificou.