Uma pesquisa desenvolvida no Rio Grande do Sul testa o uso de micro-organismos presentes no solo, como fungos e bactérias, no combate ao carrapato bovino. O projeto utiliza agentes biológicos capazes de atingir o parasita sem causar danos aos animais, aos seres humanos ou ao meio ambiente.

A aplicação é realizada diretamente em áreas rurais com o auxílio de drones, o que amplia a eficiência e a escala do tratamento. A iniciativa começou no início de 2025 e, atualmente, passa por testes em escala real, com monitoramento contínuo das áreas experimentais.

Segundo o secretário da Agricultura, Márcio Madalena, a proposta busca oferecer soluções mais sustentáveis para um problema recorrente enfrentado pelos produtores rurais gaúchos. A pesquisa reúne especialistas da Secretaria da Agricultura e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, que destacam o diferencial da estratégia integrada de combate ao parasita.

O estudo avalia desde a infestação nos bovinos até a permanência dos fungos no solo, considerando todo o sistema produtivo e não apenas os animais.

O Rio Grande do Sul enfrenta altos índices de infestação de carrapatos devido à combinação entre clima favorável e predominância de raças bovinas europeias, mais suscetíveis ao parasita. Com isso, o Estado lidera o uso de carrapaticidas químicos, fator que contribui para o aumento da resistência dos parasitas aos produtos tradicionais.

A expectativa dos pesquisadores é que, caso os resultados sejam positivos, a nova tecnologia represente um avanço importante para a pecuária gaúcha, unindo produtividade, redução de custos e sustentabilidade ambiental.