O deputado federal Maurício Marcon (PL) protocolou um projeto de lei que propõe a fixação do salário mínimo nacional em R$ 100 mil a partir de 2027, com reajustes anuais de 50%. A proposta, apresentada nesta quarta-feira, 6 de maio, possui caráter declaradamente irônico e simbólico. Segundo o parlamentar, o objetivo é provocar o debate público e criticar propostas sem embasamento técnico que tramitam no Congresso, como o fim da escala 6×1.

Na justificativa do texto, Marcon utiliza uma linguagem provocativa para sugerir que o debate político atual vive uma “realidade paralela”. O deputado afirma que a iniciativa busca demonstrar que “o papel aceita tudo” e alertar para o que considera promessas irreais em discussões sobre relações de trabalho. O projeto não conta com estudos de impacto econômico, reforçando sua natureza de instrumento de crítica política em vez de uma medida com viabilidade real de aprovação.

O movimento do parlamentar ocorre em meio a discussões recentes sobre políticas salariais e modelos de jornada. Maurício Marcon também é coautor de uma proposta que permite ao empregado optar por um modelo de pagamento proporcional às horas trabalhadas, projeto que ainda não registrou avanços significativos. A nova proposição de R$ 100 mil busca, portanto, chamar a atenção para o rigor fiscal necessário em propostas legislativas que afetam a economia nacional.