Flávio Bolsonaro cobra CPI do Banco Master após vazamento de áudios
Senador nega irregularidades em pedido de patrocínio para filme sobre Jair Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro reagiu nesta quarta-feira, 13 de maio, à divulgação de áudios e mensagens em que aparece cobrando pagamentos milionários do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A reportagem revelou que o parlamentar buscava cerca de US$ 24 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em nota, Flávio afirmou que a negociação tratava exclusivamente de patrocínio privado, sem o uso de recursos públicos ou da Lei Rouanet.
O parlamentar negou qualquer favorecimento, intermediação política ou recebimento de vantagens na relação com Vorcaro, alegando que conheceu o banqueiro em 2024, quando não havia suspeitas públicas sobre ele. Flávio Bolsonaro argumentou que o contato foi retomado apenas devido a atrasos nas parcelas destinadas à conclusão do longa-metragem. Segundo o senador, a situação reforça a necessidade de instalação imediata de uma CPI para investigar as atividades do Banco Master e separar “inocentes de bandidos”.
A repercussão do caso gerou forte reação no Congresso Nacional, com parlamentares da oposição defendendo investigações da Polícia Federal e a quebra de sigilos. Flávio rebateu as críticas associando as suspeitas envolvendo o banqueiro a supostas relações com o atual governo federal. Enquanto o senador classifica o episódio como uma busca legítima por recursos para uma obra audiovisual privada, setores governistas pressionam por uma apuração rigorosa sobre as conexões políticas e financeiras reveladas.
