Em entrevista concedida nesta quinta-feira, 14 de maio, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro limitava-se à busca de investidores para o filme sobre Jair Bolsonaro. O parlamentar negou que parte dos recursos tenha sido utilizada para custear despesas de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, no exterior. Flávio justificou que o repasse de US$ 2 milhões para um fundo no Texas, ligado a um advogado de Eduardo, ocorreu porque o profissional é o responsável pela gestão financeira do projeto audiovisual.

O senador também admitiu que omitiu informações anteriormente devido a uma cláusula de confidencialidade no contrato com o dono do Banco Master. Segundo Flávio, o sigilo foi uma exigência de investidores que preferem não ser identificados publicamente. Ao ser questionado sobre a linguagem informal utilizada nas mensagens vazadas, onde chamava o banqueiro de “irmão”, o parlamentar argumentou tratar-se de um regionalismo carioca, negando qualquer grau de intimidade ou favorecimento político na relação.

A defesa do parlamentar surge em meio a pressões por investigações sobre a origem e o destino das movimentações financeiras ligadas ao longa-metragem “Dark Horse”. Flávio reiterou que não participou de jantares privados fora da agenda e que todos os aportes realizados no fundo Havengate Development Fund LP são aplicados integralmente na produção. O caso continua gerando repercussão no Congresso, onde parlamentares monitoram os desdobramentos sobre possíveis conexões entre o setor bancário e a família Bolsonaro.