SUS Gaúcho amplia atendimento de saúde em casa e leva atenção domiciliar a 51 municípios do RS

Investimento estadual inédito já permitiu ampliar o serviço de 36 para 51 municípios, com 89 equipes e capacidade para atender cerca de 2,9 mil pessoas

O governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria da Saúde (SES), está ampliando o acesso da população à Atenção Domiciliar, modalidade de cuidado especializado do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada a pessoas que precisam de acompanhamento contínuo, mas que podem ser atendidas com segurança em casa.

Com a criação de um incentivo estadual inédito, lançado em outubro de 2025 por meio do SUS Gaúcho, o serviço já apresenta avanços importantes na expansão das equipes e no número de usuários atendidos em diferentes regiões do Estado.

A Atenção Domiciliar evita internações prolongadas, reduz riscos associados à hospitalização, como infecções hospitalares, e proporciona mais conforto ao paciente, que permanece no convívio familiar durante o tratamento.

“A equipe de Atenção Domiciliar cuida do paciente em casa e evita que ele tenha de ir a um hospital ou uma porta de entrada de emergência, trabalhando para evitar a reinternação. Para uma população idosa cada vez maior, como se verifica no Rio Grande do Sul, esse é um cuidado muito importante, e por isso passou a ser incentivado financeiramente pelo governo do Estado por meio do SUS Gaúcho”, destacou a secretária estadual da Saúde, Lisiane Fagundes.

Antes da criação do incentivo, o serviço estava presente em 36 cidades, com 67 equipes. Após o lançamento do SUS Gaúcho, houve expansão para 44 municípios e 80 equipes ainda no fim de 2025. Atualmente, a rede conta com 51 municípios atendidos e 89 equipes em atuação.

O investimento estadual chega a cerca de R$ 1,6 milhão por mês, com capacidade de atendimento para aproximadamente 2,9 mil pessoas. A meta da SES é seguir ampliando a cobertura e alcançar 110 equipes ainda em 2026.

Até o ano passado, as equipes de Atenção Domiciliar eram mantidas pelas prefeituras com apoio de financiamento federal, por meio do Programa Melhor em Casa. Com o SUS Gaúcho, a SES passou a oferecer um complemento financeiro de 20% a 50% sobre os repasses do Ministério da Saúde, com valores mensais que variam de R$ 3,9 mil a R$ 13 mil, conforme o porte e o tipo de equipe.

O Rio Grande do Sul passou a ser o segundo Estado do país a oferecer esse tipo de incentivo, ao lado de Minas Gerais. Outro diferencial é o apoio aos municípios que ainda não têm habilitação federal. Nesses casos, o governo gaúcho assume integralmente o valor que seria repassado pelo Ministério da Saúde, acrescido do complemento estadual, o que representa aportes de R$ 11,7 mil a R$ 78 mil por mês para cada equipe.

Entre as novidades estão seis equipes especializadas em reabilitação, modelo inédito no Estado, voltado exclusivamente a municípios com até 20 mil habitantes. Cada equipe pode realizar pelo menos 150 atendimentos por mês.

Em Porto Alegre, a ampliação da Atenção Domiciliar pode ser observada na atuação da Associação Hospitalar Vila Nova, que mantém parceria com a prefeitura desde 2014. O serviço, que inicialmente atendia apenas a região Sul da Capital, hoje conta com 13 equipes da associação e acompanha cerca de 450 pacientes por mês.

Segundo a coordenadora Juliana Raphaelli, a assistência é feita por uma equipe multiprofissional completa, formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas, fonoaudiólogos, motoristas e auxiliares administrativos, que atuam de forma integrada para garantir cuidado qualificado e seguro no domicílio.

“O cuidado realizado no domicílio fortalece o vínculo entre paciente, família e equipes de saúde, favorecendo a participação ativa dos cuidadores e a construção de um plano terapêutico mais próximo da realidade de cada indivíduo”, afirmou Juliana.

A Atenção Domiciliar é destinada a pessoas de todas as idades que apresentam limitações temporárias ou permanentes para se deslocar até unidades de saúde. Entre os casos mais comuns estão pacientes que tiveram AVC, pessoas em recuperação pós-cirúrgica, pacientes que precisam de medicação intravenosa ou curativos frequentes, pessoas com doenças crônicas e pacientes em cuidados paliativos.

O acesso ao serviço ocorre por meio de encaminhamento realizado por profissionais da rede pública, a partir de hospitais, unidades básicas de saúde e serviços de urgência e emergência. Depois, a equipe de Atenção Domiciliar avalia se o paciente se enquadra nos critérios e, quando indicado, elabora um plano de cuidados individual, definindo os atendimentos e a frequência das visitas.

Fonte: Governo do Estado do Rio Grande do Sul / Secretaria da Saúde

Animalada

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