Operação do MP mira suspeita de rachadinha na Câmara de Pelotas
Ação do Gaeco cumpre 33 mandados de busca e apreensão e investiga possíveis crimes envolvendo integrantes do Legislativo municipal
A Câmara de Vereadores de Pelotas foi alvo de uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul na manhã desta sexta-feira, 14 de agosto. A ofensiva, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apura suspeitas de irregularidades dentro do Legislativo e inclui entre os investigados o presidente da Casa e outros dois vereadores.
Ao todo, foram expedidos 33 mandados de busca e apreensão contra 20 alvos, com ordens judiciais cumpridas também nas dependências da própria Câmara. Conforme o Ministério Público, a investigação envolve possíveis crimes de peculato, lavagem e desvio de dinheiro, além da suspeita de atuação de organizações criminosas no ambiente legislativo.
Entre as práticas investigadas está a chamada rachadinha, esquema caracterizado pela devolução indevida de parte dos salários de assessores ou servidores. Até a publicação das informações, a Câmara Municipal de Pelotas não havia apresentado manifestação sobre o caso, e as defesas dos investigados também não haviam se pronunciado.
