A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de Samylle Valentina Borba Ramiro, de quatro anos, levada sem vida à UPA Bom Jesus, na zona leste de Porto Alegre. Segundo a delegada Alice Fernandes, responsável pela 3ª Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente, foram identificadas lesões na cabeça, pernas e glúteos, mas ainda não é possível afirmar quando elas ocorreram nem se têm relação direta com o óbito. O caso é tratado, neste momento, como suspeita de maus-tratos seguida de morte, classificação que poderá mudar conforme o avanço das diligências.

A menina foi levada para atendimento por uma tia, pelo companheiro dela e com ajuda de vizinhos. Em depoimento, a tia relatou que Samylle teria começado a convulsionar repentinamente e afirmou que marcas existentes no corpo seriam decorrentes de uma queda anterior durante uma brincadeira. Ela também disse desconhecer qualquer doença prévia da criança. O companheiro da mulher ainda não havia sido localizado pela polícia, enquanto outros familiares devem ser ouvidos. Laudos periciais serão fundamentais para esclarecer a causa da morte e a origem das lesões.

O Conselho Tutelar informou que já havia atendido a família em duas ocasiões. Em abril de 2025, crianças da família foram encaminhadas aos cuidados do avô materno. Já em 8 de julho de 2026, uma tia compareceu ao órgão com Samylle e relatou problemas relacionados aos cuidados prestados pela mãe, sendo orientada a procurar a Defensoria Pública. Naquele momento, a menina já estava sob responsabilidade da tia, mas o conselho informou não saber como ocorreu a mudança da residência do avô para a casa dela. A delegada reforçou que a investigação ainda não aponta autoria, e que informações também estão sendo buscadas junto a unidades de saúde e ao Conselho Tutelar.

Com informações de GZH.