Casas Bahia busca reforçar caixa após entrar com pedido de recuperação judicial
Varejista negocia alternativas para reorganizar dívidas e captar recursos, mas afirma que nenhuma operação, incluindo eventual financiamento DIP, foi aprovada até agora.
Após protocolar um pedido de recuperação judicial em 16 de agosto de 2026, o Grupo Casas Bahia passou a avaliar diferentes caminhos para melhorar sua liquidez e reorganizar compromissos financeiros. Entre as possibilidades analisadas estão a renegociação de prazos de dívidas, mecanismos de transação tributária e a liberação de valores depositados judicialmente. A companhia ressalta, porém, que essas iniciativas continuam em estudo e ainda não possuem cronograma definido para execução.
A manifestação da varejista ocorreu depois de um questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre informações divulgadas na imprensa a respeito da possível contratação de um financiamento DIP de até R$ 1 bilhão. Em resposta, a Casas Bahia informou que mantém conversas com diferentes agentes do mercado, mas destacou que não existe, neste momento, qualquer operação de captação contratada ou aprovada, seja nessa modalidade ou em outro formato. Também não foram definidos valor, prazo ou instituição responsável por eventual financiamento.
Paralelamente, o grupo vem adotando medidas para reduzir despesas e liberar caixa, como o fechamento de unidades menos rentáveis, redução de investimentos e redimensionamento de custos estruturais. Dados divulgados anteriormente pela empresa indicaram fluxo de caixa livre de R$ 800 milhões e redução de R$ 1,15 bilhão nos estoques no balanço do segundo trimestre. Como parte das ações ainda é recente, a companhia afirma que não consegue calcular de forma definitiva o impacto das economias, dos cortes de despesas e da diminuição do Capex.
