Um exame genético realizado após o nascimento de gêmeos em Mineiros, Goiás, revelou que apenas uma das crianças tinha compatibilidade biológica com o homem que acreditava ser o pai de ambas. A mãe tinha 19 anos quando engravidou, em 2022, e inicialmente considerava que os dois bebês eram filhos do mesmo parceiro.

O resultado foi atribuído à chamada superfecundação heteroparental, fenômeno possível quando dois óvulos são liberados no mesmo período fértil e fecundados por espermatozoides de homens diferentes. Segundo as informações divulgadas sobre o episódio, a mulher manteve relações sexuais com dois homens no mesmo dia, circunstância que tornou possível a fecundação separada dos óvulos.

Apesar de terem compartilhado a mesma gestação e nascido como gêmeos, as crianças são geneticamente meio-irmãs por parte de pai. O episódio ganhou repercussão internacional devido à sua extrema raridade e foi apontado como o 20º caso registrado no mundo de superfecundação heteroparental, despertando também o interesse da comunidade médica.