El Niño se intensifica no Pacífico e pode trazer mais chuva ao Sul do Brasil
Atualização divulgada na quinta-feira, 10 de setembro, aponta mais de 90% de probabilidade de um El Niño muito forte na primavera e no verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul
O El Niño segue se intensificando no Pacífico Equatorial e pode atingir níveis elevados nos próximos meses. Uma atualização divulgada na quinta-feira, 10 de setembro, pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), por meio do Climate Prediction Center (CPC), indica a continuidade do fortalecimento do fenômeno até o fim de 2026.
Segundo as informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em agosto as anomalias da temperatura da superfície do mar ultrapassaram +3 °C no Pacífico Equatorial Leste, enquanto o índice Niño 3.4 chegou a +1,8 °C.
De acordo com a NOAA, a probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte durante a primavera e o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul supera 90%.
O órgão também aponta 75% de probabilidade de que o evento seja o mais forte registrado desde 1950 no trimestre de outubro, novembro e dezembro de 2026.
Fenômeno apresentou rápida intensificação ao longo do ano
O cenário climático mudou significativamente durante 2026. O ano começou sob condições de La Niña, passou por um período de neutralidade e, em junho, o El Niño foi oficialmente declarado.
Desde então, conforme os dados apresentados, o fenômeno vem registrando rápida intensificação no Pacífico Equatorial.
Rio Grande do Sul pode ter chuva acima da média
Para o Brasil, as projeções climáticas indicam maior probabilidade de chuva acima da média em áreas da Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul.
Por outro lado, há tendência de chuvas abaixo da média em áreas das regiões Norte, Nordeste e do Brasil Central.
As temperaturas também apresentam tendência de permanecer acima da média em grande parte do país.
O Inmet orienta a população a acompanhar regularmente as atualizações, previsões e avisos meteorológicos oficiais, diante das possíveis alterações provocadas pelo fortalecimento do El Niño.
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com informações da NOAA/CPC.
