A divulgação dos documentos do caso Banco Master revelou um contrato firmado com o escritório Barci de Moraes, de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. O acordo previa 36 pagamentos mensais superiores a R$ 3,6 milhões, somando R$ 131 milhões em valores brutos. Após a incidência de impostos, a quantia líquida estimada seria de aproximadamente R$ 108 milhões, com depósitos programados para ocorrer até o quinto dia útil de cada mês.

Pelo contrato, o escritório prestaria uma série de serviços ao banco, incluindo consultoria jurídica e estratégica, acompanhamento de programas de compliance e atuação em procedimentos perante órgãos como Polícia Federal, Polícia Civil, Banco Central, Receita Federal e Cade. O documento também contemplava representação em processos nas diferentes instâncias do Judiciário. Gastos adicionais, como viagens, hospedagem, alimentação, custas e taxas judiciais, não estavam incluídos nos honorários e deveriam ser ressarcidos separadamente pela instituição financeira.

Os pagamentos foram interrompidos na 22ª parcela, em novembro de 2025, quando o Banco Master sofreu intervenção e posteriormente foi liquidado pelo Banco Central. A medida ocorreu após a descoberta de uma fraude financeira de grande proporção, episó