Operação contra fraudes em serviços de saúde bloqueia R$ 11,3 milhões e mira 15 alvos no RS e em SC
Ministério Público investiga possíveis desvios de recursos públicos destinados a atendimentos domiciliares; mandados foram cumpridos em Erechim, Passo Fundo e Itapema
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagrou, nesta terça-feira, 20 de outubro, a Operação Home Cash, para investigar um suposto esquema de fraudes envolvendo recursos públicos destinados a serviços de atendimento domiciliar de saúde, conhecidos como home care. A ação resultou em medidas judiciais de bloqueio de bens e valores de até R$ 11,3 milhões, além do sequestro de veículos e imóveis. Cerca de 50 agentes participaram da operação, que teve como alvos pessoas e empresas em Erechim, Passo Fundo e Itapema, em Santa Catarina.
Coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão envolvendo 15 alvos. A investigação teve início após uma notícia-crime encaminhada pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e apura possíveis irregularidades na apresentação de laudos médicos e orçamentos utilizados em processos judiciais relacionados a tratamentos domiciliares custeados pelo Estado e pelo IPE Saúde. Conforme o Ministério Público, há indícios de cobranças por serviços em quantidade superior à efetivamente prestada, causando possíveis prejuízos aos cofres públicos.
As investigações também buscam esclarecer movimentações financeiras entre pessoas e empresas ligadas ao grupo investigado, além da aquisição de bens registrados em nome de terceiros. O promotor de Justiça Diego Pessi, responsável pela coordenação dos trabalhos, destacou que a operação busca identificar a dimensão dos possíveis prejuízos e rastrear o destino dos recursos. A ofensiva contou com a participação do Núcleo de Inteligência do MPRS, da Brigada Militar e dos promotores Manoel Figueiredo Antunes e Maristela Schneider.
A Operação Home Cash dá continuidade às investigações sobre possíveis desvios em serviços de home care no Rio Grande do Sul. Em dezembro de 2024, a Operação Gollum I já havia investigado irregularidades semelhantes em Passo Fundo, com o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão. Em março de 2026, a segunda fase aprofundou a investigação financeira, resultando em 12 mandados e no bloqueio de aproximadamente R$ 12 milhões. As novas medidas buscam preservar provas, identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar os valores relacionados às fraudes investigadas.
Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).
