Uma mulher de 44 anos registrou ocorrência envolvendo o conteúdo da boneca Momo, que teria sido acessado pela sua filha, de apenas quatro anos, em plataforma de vídeos para crianças.

O caso ocorreu na manhã de sexta-feira (22). Um boletim de ocorrência chamado “outros crimes consumado” foi efetuado, visto que a mulher não apresentou o vídeo ou link de acesso onde a criança teria assistido as imagens da boneca.

Conforme publicação do dia 21 de março no site da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, a boneca supostamente estaria aparecendo em vídeos destinados a crianças no Youtube Kids, mas relatos apontam que o maior disseminador destes vídeos e fotos, hoje seria o WhatsApp, que ainda não tem controle de vídeos e fotos que são enviados pela sua plataforma. “Assim, muitas crianças utilizam o aplicativo sem controle, mesmo que seja exigida idade mínima de 13 anos. Na prática, entretanto, não é o que acontece. Basicamente, a boneca Momo, que estaria infiltrada em vídeos e fotos, traz desafios envolvendo suicídio ou tentativa de suicídio. A boneca ensina como a criança pode se ferir, dando dicas e mostrando imagens, buscando envolvê-la de forma que ela não possa contar para os pais, sempre a instigando a dar o próximo passo no desafio que pode levar a morte”, diz o texto.

Alerta da Policia Civil

Em contato com o Jornal Gazeta de Rosário do Sul, a Polícia Civil alerta que as crianças ainda não possuem maturidade para avaliar os perigos da Internet. “A Polícia Civil pede que os pais prestem muita atenção nas programações que os filhos estão assistindo na televisão e na internet, bem como com a utilização de smartphones e tablets. Atentem principalmente para os aplicativos de mensagens instantâneas, onde existe um grande tráfego de vídeos e fotos”. Conforme a mesma fonte, já existe no Brasil um caso de suicídio que supostamente teria envolvimento com a boneca Momo. No Rio Grande do Sul, a Polícia Civil possui a Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCI), mas informa que, até o presente momento, não existe nenhum caso registrado no estado referente ao assunto. Assim como ocorreu em Rosário, é aconselhado que ao identificar qualquer vídeo sobre o assunto, os pais devem procurar a polícia e fazer o registro.

Em Santana do Livramento, uma mãe entrou em contato com equipe do Sentinela 24H e disse que um fato parecido ocorreu com sua filha de 3 anos e que ela estaria assustada após ver algo semelhante na tela do celular enquanto via Youtube Kids. Sozinha em casa, ela acompanhou a criança até a chegada do pai da menina, que estava trabalhando. Eles não quiserem fazer o registro, pois não tinham a certeza do que a pequena havia visto. O Sentinela aconselhou a mãe a rever todos os últimos vídeos vistos pela criança e tirar “prints” e enviar e apresentar na DPPA. Fato que não temos a informação se foi concretizado.

Com informações do Jornal Gazeta de Rosário do Sul e do Portal Sentinela 24h.