Humanização e empatia: conheça o trabalho da assistente social que atua no HCSPL
Karina Weiss, assistente social, atua no hospital de Veranópolis há um ano
O Hospital São Peregrino Lazziozi, de Veranópolis, deu um passo importante rumo a humanização no cuidado com os pacientes a partir da chegada de Karina Weiss, assistente social há 20 anos e integrante da equipe do HCSPL há um. Sua contribuição é ímpar para a atenção ao paciente e também para guiar o trabalho da equipe. Com maior protagonismo neste momento de pandemia, a assistente coloca-se como uma ponte entre a família e os enfermos, trazendo conforto nos momentos difíceis enfrentados por conta da covid-19.
Em linhas gerais, seu trabalho na instituição busca olhar o paciente com complexidade, analisando sua rede familiar e possíveis vulnerabilidades. A partir desse diagnóstico o atendimento ao internado se torna mais humanizado e o bem estar do paciente é intensificado.
– É poder olhar esse paciente como um todo, as razões pelas quais ele está aqui, […] ele não é uma página em branco, ele é cheio de história, de significado e de importância para alguém – explica Karina.
Esse trabalho supre uma demanda que é pouco olhada nas instituições de saúde: ainda são poucos os hospitais que contam com esse suporte profissional. No HCSPL, ela é a única a exercer a função. O trabalho realizado alcança todos os pacientes da instituição e auxilia significativamente a equipe da casa de saúde, que consegue lançar um olhar mais humano sobre os hospitalizados a partir do apoio de Karina.
– Ela é um braço direito, um suporte para nós, ela é uma pessoa amiga, que estende a mão para as famílias […] depois que ela começou a gente percebeu quanto fazia falta antes – relata Fernanda Mezzalira, técnica em enfermagem do HCSPL e colega de Karina.
A assistência no pior momento da pandemia
O trabalho, que já é de alta complexidade, se tornou ainda mais sensível com o colapso no sistema de saúde do hospital, ocorrido em março, por conta da pandemia. Nesse momento, com a instituição superlotada, profissionais esgotados e pacientes com quadros graves, mais uma vez, Karina mostrou o protagonismo da assistência social.
Com seu trabalho, ela pode dar suporte aos profissionais, auxiliando na grande demanda. Além disso, ela se colocou como elo entre família e paciente, visto que as visitas estiveram restritas.
– Foi muito desafiador, foi trabalhar com coisas muito frágeis, foi compreender a fragilidade da vida – relata Karina.
A assistência social, possui diversas atribuições e funções. Contudo, algo que é comum em todas as áreas de atuação do assistente, seja dentro ou fora dos hospitais, é o cuidado com o próximo e o amor pela vida.

