“Eu não era presidente quando Moraes foi indicado para o STF”, diz Lula
Presidente afirmou em entrevista que não teve participação na escolha de Alexandre de Moraes para o Supremo e rebateu tentativas de associar seu governo ao ministro
Ao comentar o cenário eleitoral em entrevista ao podcast DL Show nesta quarta-feira (16), Lula afirmou que não teve participação na chegada de Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal. O ministro foi indicado em fevereiro de 2017 pelo então presidente Michel Temer e tomou posse no mês seguinte. Durante a fala, porém, Lula se equivocou ao sugerir que Flávio Bolsonaro teria votado na aprovação de Moraes no Senado: naquele período, Flávio exercia mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro e só chegou ao Senado em 2019.
Na mesma entrevista, Lula recordou que Kassio Nunes Marques e André Mendonça foram indicados ao STF durante o governo Jair Bolsonaro, respectivamente em 2020 e 2021. A partir dessas nomeações, o presidente procurou rebater tentativas de associá-lo às controvérsias envolvendo integrantes da Corte e direcionou críticas a Flávio Bolsonaro. Lula alegou que os ataques do senador a Moraes estariam relacionados à atuação do ministro em processos ligados aos atos de 8 de janeiro e a Jair Bolsonaro, além de fazer acusações contra a família Bolsonaro relacionadas ao caso Banco Master — afirmações apresentadas pelo presidente durante a entrevista.
Lula também acusou seus adversários de tentarem transferir para o atual governo a responsabilidade por escândalos investigados pelas autoridades, citando o Banco Master e fraudes envolvendo o INSS. O presidente afirmou que sua administração atuou para responsabilizar suspeitos nesses casos e voltou a questionar recursos que, segundo ele, teriam sido destinados a um projeto audiovisual sobre Jair Bolsonaro, além de relacionar parte dessas críticas à permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. As declarações integram a ofensiva política de Lula para responder às acusações de adversários e separar sua gestão das indicações ao Supremo feitas por governos anteriores.
