Jéssica Cenci Gasperin, veranense, comemora aniversário duas vezes ao ano. O primeiro é no dia 16 de novembro, data em que ela chegou ao mundo, de fato. O segundo em 06 de janeiro, dia em que realizou seu transplante de Medula Óssea. Após ter sido diagnosticada com linfoma, a jovem precisou realizar o tratamento, que salvou sua vida. Na semana do Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, sua história reforça a importância de falar sobre o tema.

Primeiro, o acidente

Antes de ser diagnosticada com linfoma, Jéssica, em 2013, sofreu um acidente de trânsito. Na época, com 21 anos, precisou amputar sua perna. Medo, tristeza e estresse marcaram seu dia a dia durante um ano, o qual foi de recuperação.

Após começar a se adaptar com a nova realidade, já fazendo uso de uma prótese, parecia que tudo voltaria ao normal em sua rotina. Porém, alguns sintomas, alertaram a jovem de que algo não ia bem.

O linfoma

Em 2014, por conta de muita sudorese noturna, tosse, cansaço e aparecimento de nódulos, Jéssica começou a procurar, novamente, médicos. Após passar por três profissionais da saúde, ela descobriu o seu diagnóstico: linfoma, em um estágio avançado.

Logo na sequência da constatação da enfermidade, teve início o tratamento. Intensas sessões de quimioterapia e diversos exames foram necessários. Após o primeiro tratamento, o linfoma voltou, e todo o processo precisou ser refeito.

Em 2015, com o desaparecimento total das células cancerígenas de seu corpo, Jéssica respirou aliviada. Contudo, uma orientação que partiu de um dos seus médicos a fez, novamente, voltar aos hospitais. Para evitar um possível retorno da doença, o ideal seria que a jovem realizasse um transplante de medula. E assim, ela o fez. Com células do próprio corpo, por meio de um transplante autólogo, ela conseguiria deixar para trás o passado de enfermidades.

O transplante

Jéssica aguardou em uma lista de espera a vaga para realizar o transplante, este que só aconteceu em 2016. O procedimento, que durou um mês, a fez permanecer cerca de 30 dias no hospital, recebendo medicações e intensos tratamentos. Após estar com a saúde 100% e apta para receber o transplante, o processo teve início. A “pega” da medula aconteceu no dia 06 de janeiro de 2017 e, agora sim, ela tinha motivos para respirar aliviada.

Após um processo de recuperação árduo e cuidadoso, que exigia atenção visto que a saúde estava debilitada e sua imunidade baixa, por conta do tratamento, ela pode, novamente, voltar a sua rotina. Professora de educação inclusiva na rede municipal de ensino, hoje leva uma vida normal, mais leve, esperançosa e feliz.