Polícia indicia mãe e padrasto por homicídio de menino de 3 anos no RS
A mãe e o padrasto do menino de 3 anos que foi espancando até a morte em Taquari, no Vale do Taquari, irão responder pelo crime de homicídio doloso qualificado com motivo fútil e que impossibilitou a defesa da vítima. O inquérito foi concluído pela Polícia Civil na última semana e remetido ao Poder Judiciário.
O crime ocorreu no dia 3 de fevereiro. O homem de 25 anos já havia confessado as agressões e está preso preventivamente desde então. Ele alegou para as autoridades que espancou o enteado porque o choro da criança o irritava. O laudo da necropsia apontou que a morte foi causada por traumatismo craniano. O acusado afirma que agrediu o menino com socos e chutes e que, após isso, deu banho nele para tentar acordá-lo. Durante o depoimento, a polícia destaca que ele alternou momentos de frieza com arrependimento.
A investigação descobriu que a mãe, de 26 anos, era conivente com as violências e que a criança era castigada com frequência. No dia do crime, a mulher alegou ter encontrado o filho deitado e com sinais de agressões na região da orelha e na barriga quando retornou do trabalho no início da noite. Ela levou o menino até o hospital da cidade, com a ajuda de um vizinho, mas ele já chegou sem vida na casa de saúde.
Conforme a polícia, a criança ainda não falava, mas se comunicava e nunca queria ficar sozinha com o padrasto. A mulher disse para as autoridades que suspeitava de que o filho tinha transtorno do espectro autista, porque ele demonstrava comportamentos repetitivos, hiperatividade, seletividade alimentar e incontinência das necessidades fisiológicas.
Lesões antigas encontradas pela perícia no corpo do menino reforçam a tese de que a mãe compactuava com as agressões. Ela alegou ainda que o companheiro dizia que o comportamento era mal criação do menino e por isso o castigava.
Segundo a investigação, a família é natural de Canoas e estava morando em Taquari há cerca de 20 dias. A vizinhança disse para a polícia que não notou nenhum sinal de violência vindo da residência onde eles moravam. Ainda conforme as autoridades, a criança não era levada para ficar com a babá desde o dia 29 de janeiro, ficando esse período sob a responsabilidade do padrasto.
O crime é considerado pela polícia como hediondo. As autoridades não descartam a possibilidade da mãe também ter agredido o filho. Ela não foi presa e aguarda o julgamento em liberdade.
Com informações do Blog do Juarez.
